Setembro Amarelo é levado a sério pelo Curso de Psicologia UniRedentor

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22/09/2020 - Nino Bellieny

No último sábado, 19 de setembro,  o Curso de Psicologia da UniRedentor/Afya, reuniu  diversos talentos em mais um cenário de  prevenção ao suicídio, dentro das programações do Setembro Amarelo.
 Como em um bem produzido programa de tv, alunos e professores produziram e interpretaram prosas, poemas e canções enfatizando o valor da vida, via online, das 16 às 18h, com centenas de acessos.

Movida por esse sentimento, a estudante do 4° período de Psicologia, Talyta, mostrou canções da MPB, além de poesias de autoria própria, dentre elas, uma que merece destaque"

Contraste amarelo e vida
Por Talyta

Entre tantos versos escritos, coloridos no sentir de mim,
Insensibilidade alheia é fazer da vida conteúdo das fronteiras de um papel.
Vida essa que é profunda demais para que só no olhar eu conheça o viver do outro.
Isso não capacita minhas palavras versadas em dizer desse outro suas batalhas.
A longitude do experienciar a vida às vezes é amenizada pelo contar dos sorrisos, pela saudade abraçada, pelo sofrimento ouvido, pelas lágrimas enxugadas.
Mas há pesos que engasgam a garganta, e nessa balança o peso de imediato alívio passa como relâmpago na estrada do fim.
E o instante é breve.
O instante é sútil
O instante é finito
O que a rima exibida sabe das cartas de despedidas, da culpa carregada em terreno solo de alma angustiada, das famílias enlutadas, da causa do fim?
Me diz que olhar certeiro é esse que esquadrinha o peito de corações à beira de precipícios?
Apontando expressões, marcas de feições que julgam.
Insensibilidade alheia é esquecer que a vida contrasta morte, e que à porta as duas batem, insistentes e vorazes.
Qual porta vence?
Quem escuta quem do outro lado bate?
Que acolhe aquele que quer viver a morte?
E quem vive com os que da morte correm?
Essas perguntas corridas são linhas de chegada de um único caminho.
Ninguém quer o fim, apesar do fim pertencer a todos.
Ironia.
O colorir do meu sentir é diferente do colorir do outro.
Alguns são rosas, outros verde-água, púrpura, marfim.
No fim, a vida é de cor amarela?
Depende.
Depende se há em nós cores que contrastam brilhando como vida sensível a vida do outro.

O evento foi único, mas faz parte da rotina pedagógica do Curso de Psicologia da UniRedentor, trabalhar a promoção da Saúde Mental o ano inteiro, destacando os pontos fortes durante setembro, pelo valor que a campanha agrega,